Andanças por Carlão da Publique

Olhem só que coincidência! Neste mês de abril, faz exatamente 30 anos que pisei pela primeira vez na ExpoZebu, em Uberaba. Foi em abril de 1986, a mando da Pecplan Bradesco, onde este jornalista trabalhava no Departamento de Marketing. Vim entrevistar um criador chamado Orestes Prata Tibery Jr. Na época, ele fazia muito sucesso nas pistas, com descendentes de seu reprodutor Pakar POI OT.

Foi uma conversa ótima, que valeu uma amizade para a vida, até o seu trágico desaparecimento, em 2012. Naquele 1986, o Grande Campeão da ExpoZebu foi o Vasuveda POI, do  amigo de sempre Cláudio Fernando Garcia de Sousa, que também conheci naquela ocasião.

Digo isso para agradecer o convite que o casal de empreendedores Claudia Monteiro e Gustavo Miguel, fundadores da Revista Pecuária Brasil, me fez para colaborar aqui neste espaço tão nobre da imprensa rural brasileira. Obrigado, queridos. Certamente, é uma honra estar aqui com vocês.

Nestes 30 anos, muita água rolou embaixo desta ponte chamada Pecuária brasileira. O Nelore, e todas as demais raças zebuínas, evoluiu uma barbaridade. Hoje, os programas de melhoramento genético estão aí a ditar todas as regras. Touro sem número quase não vale nada; na verdade, não passa de boi.

Minhas andanças pelo Brasil só se intensificaram. Vejo que ainda há muito para melhorar, em todos os sentidos e em todos os setores. É possível ver ilhas de excelência por todo o Brasil. Estradas dividem gente que produz com eficiência de um lado, e gente que vai sair do negócio do outro. Certamente, não há nem haverá mais lugar para amadores.

Nestes 30 anos, a comunicação e o marketing rural se profissionalizaram à exaustão. Boas agências foram criadas. Dúzias de novas revistas se consolidaram. Canais de televisão focados no Agro foram criados e mudaram completamente a face da comercialização de animais e de genética no Brasil.

O advento e a popularização da Internet mudou tudo. A lógica não é mais a mesma. O Facebook tem pouco mais de 10 anos. O Twitter ensinou as pessoas a serem econômicas e objetivas nas mensagens. O Google tudo sabe e tudo encontra. O Youtube mostra imagens de tudo e de todos. O Instagram congela instantes e, em instantes, todo mundo já viu.

Eu acredito que já estamos vivendo a era do pós isso tudo. Nas duas últimas décadas e meia, tudo mudou mais do que nos últimos cinco séculos. E acredito que, na próxima década, tudo vai mudar muito mais ainda.

É apenas um palpite. Quem viver, verá.

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