Argentina volta à elite da exportação de carne bovina

Depois de sete anos, a Argentina se aproxima de estar entre os grandes exportadores mundiais de carne bovina novamente. De acordo com o Departamento da Agricultura dos Estados Unidos (USDA), no ano passado o país exportou 216 mil toneladas. Com esse volume, o país ficou em décimo no lugar no ranking de exportadores desse organismo. Na nona posição esteve o México, que enviou 258 mil toneladas.

No relatório de Outubro, o USDA colocou a Argnetina e o México fechando 2017 com 280 mil toneladas. Por outro lado, com dados que possuem as indústrias do setor privado argentina já é possível dizer que o país, com as vendas de Novembro e Dezembro, finalizaria o ano com 300 mil toneladas, deixando o México para trás com as 280 mil toneladas.

“É um fato que estaremos no nono lugar”, disse um empresário do setor ao jornal La Nación. Das mais de 300 mil toneladas que totalizaria a Argentina em 2017, 46% são vendidas a China, 14% ao Chile e 11% para a Alemanha.

Neste ano, o ranking do USDA é liderado pela Índia, com 1,82 milhão de toneladas, seguida pelo Brasil com 1,76 milhão de toneladas e em terceiro lugar está a Austrália com 1,45 milhões de toneladas. Apesar do crescimento, a Argentina segue atrás do Brasil, Uruguai e Paraguai. Enquanto que o Uruguai finalizaria o ano com 432 mil toneladas, o Paraguai terminaria com 380 mil toneladas exportadas.

Em 2005, a Argentina era o terceiro maior exportador mundial com 770 mil toneladas. Com os impostos de exportação à carne e proibições temporárias de exportação, o país vizinho foi perdendo espaço, sendo que Brasil, Uruguai e Paraguai conquistaram esse mercado.

A Argentina espera continuar com um crescimento de exportação de dois dígitos nas exportações no ano que vem com a possível reabertura do mercado de carne dos Estados Unidos. Os abates totais na Argentina cresceram 8,6% em 2017 com 11,57 milhões de cabeças abatidas, o maior nível de atividade dos últimos oito anos.

Autoria: Leonardo Gottems | Agrolink