ASBIA quer ampliar cursos de Inseminação Artificial

Único setor da economia brasileira a registrar saldo positivo na ocupação de postos de trabalho com carteira assinada nos últimos meses, o agronegócio busca mão de obra qualificada para garantir o crescimento da produção. Na pecuária, por exemplo, a estimativa da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) é de elevar de 12% para até 16% nos próximos anos o uso da inseminação artificial no rebanho. Isso significa que será preciso uma grande quantidade de profissionais qualificados para aplicar a técnica.

Para que todos os cursos de inseminação artificial ofertados no Brasil atendam a um padrão de qualidade capaz de preparar bem os profissionais para o uso correto da técnica, a associação defende que as aulas sejam realizadas dentro do “Padrão de Qualidade ASBIA”. Atualmente, várias empresas de inseminação associadas à ASBIA já oferecem cursos de inseminação artificial seguindo este padrão. A proposta é ampliar o número de cursos credenciados no país.

De acordo com o presidente da entidade Sérgio Saud, a validação dos cursos pela ASBIA garante maior credibilidade à capacitação ofertada em todo o país, pois é uma garantia de que as aulas estão dentro das recomendações estabelecidas, como carga horária mínima, instalações e materiais corretos, bem como o número de instrutores por alunos e de animais para as aulas práticas.

Outra preocupação é de que os cursos ofereçam qualificação para tecnologias em franco crescimento dentro da reprodução, como é o caso da IATF-Inseminação Artificial em Tempo Fixo. “Precisamos preparar bem os profissionais que realizam a inseminação artificial, pois um erro na manipulação do botijão de sêmen, no descongelamento do sêmen ou no momento de introduzir o sêmen na vaca pode afetar significativamente a lucratividade da fazenda.”, diz Saud.

Esse prejuízo pode ser mensurado ao avaliar o total de doses utilizadas para inseminar uma vaca, que hoje, em média, está em quase duas doses de sêmen (1,8). A ASBIA defende que esse índice seja reduzido para 1,2 doses por vaca. Se partirmos de 12 milhões de doses utilizadas no ano a uma média de R$ 25 cada, a menor quantidade de sêmen representa uma redução de R$ 114 milhões nos gastos. “Quanto mais capacitada é a equipe, melhor será essa relação de doses por vaca inseminada. Por isso, vale a pena manter a equipe bem treinada e participando de atualizações com frequência.”, assegura.

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