Carpa eleva produção animal com Integração Lavoura-Pecuária

Um estudo realizado pela Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop (MT), constatou que o sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) conseguiu uma produtividade cinco vezes maior do que a média nacional e oito vezes maior do que a média de Mato Grosso. Outro resultado importante foi em relação à interferência do conforto térmico no desempenho dos animais. Mesmo tratando-se da raça Nelore, considerada mais rústica e adaptada às altas temperaturas, a disponibilidade da sombra apresentou resultados consideráveis.

Em Barra do Garças (MT), a Carpa Serrana também vem obtendo bons resultado com o Sistema Integração Lavoura e Pecuária (ILP), que está em uso em uma de suas propriedades, a Fazenda Cibrapa. No lugar da tradicional implantação de lavoura – preparação de solo para cultivo de duas ou três safras e posterior entrada de pasto – a propriedade adota uma espécie de consórcio entre soja e brachiaria em áreas fixas. Os primeiros resultados são animadores não só na balança, mas também nos índices reprodutivos; de modo que a expansão do projeto está garantida.

O novo modelo de ILP está em prática há sete anos. “Iniciamos a integração pela necessidade de reformar de maneira mais efetiva nossas pastagens. Para ter uma ideia sempre fizemos reforma direta. Tirávamos o pasto, fazíamos toda a preparação, correção com fósforo, calcário e tudo de direito, para depois plantarmos as sementes do novo pasto. Essas áreas eram trabalhadas por até 12 anos. No entanto, com o tempo o rendimento foi caindo, até chegar aos quatro ou cinco anos, inviabilizando a prática.”, lembra o gerente de pecuária da Cibrapa, Marcos Junqueira Cardoso. Depois disso, a Carpa decidiu implantar a ILP em áreas específicas da fazenda.

O atual modelo foi estudado por dois anos antes de se decidir adotá-lo, em 2014. Nele, no verão sempre há o plantio de soja, disponibilizando capim no inverno para trabalhar o rebanho. A reciclagem de nutrientes proporcionada pelo sistema ILP colabora muito para a pastagem que se forma. Entre o final do mês de maio, início de junho, a área fica pronta para receber o pastejo e os animais permanecem até final de agosto ou começo de setembro, dependendo do início das chuvas.

Com investimentos em fertilidade e na conservação do solo através do plantio direto na palha, a cada ano a produtividade da lavoura aumenta, assim como a do capim. Com todos esses investimentos, a previsão é de chegar a 13 mil fêmeas na propriedade até 2019, quando as áreas de pastagens extensivas, hoje em 6,2 mil hectares terão caído para 1,5 mil hectares. No mesmo período, os 5 mil hectares atuais de pastagens semi-intensivas subirão para 7,1 mil hectares; e os 1,5 mil hectares de intensivas, para 1,95 mil hectares. De mamando a caducando, a Cibrapa saltará de um trabalho com 25,9 mil animais para 28,3 mil em 2019.

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