Coluna AgroNotícias, por Maurício Picazo Galhardo

LANÇADO O PLANO MAIS LEITE
Foi lançado no dia 28 de julho, pelo governo do Estado de S.Paulo, o Plano Mais Leite, Mais Renda. O objetivo é ampliar a qualidade e a produtividade da pecuária leiteira. O Plano tem como objetivo coordenar a cadeia produtiva do leite, aumentando a produtividade e a qualidade da produção. A iniciativa visa atender às demandas de um rebanho de cerca de um milhão de cabeças que já é voltado exclusivamente à pecuária de leite.

PREÇOS DO MAMÃO
Apesar de estáveis no atacado, as cotações do mamão havaí caíram nas regiões produtoras, resultado da menor demanda, típica em final de mês, e do clima ameno nas principais regiões consumidoras. A oferta, por sua vez, não teve aumentos consideráveis. Além disso, segundo relatos de colaboradores do Cepea, chuvas no Sul da Bahia favoreceram o aparecimento pontual de doenças fúngicas, que diminuíram a vida útil do mamão, limitando as vendas da fruta.

MILHO: ESTIAGEM FAVORECE COLHEITA
Os baixos índices pluviométricos da última semana de julho, têm acelerado a maturação do milho segunda safra, favorecendo a colheita em todas as regiões do Brasil. Com isso, os preços do cereal seguem em queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Em Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa teve forte recuo de 3,8% nos últimos sete dias, fechando a R$ 25,40/saca de 60 quilos, dia 28. A baixa na praça paulista está atrelada à maior disponibilidade do cereal na região, onde a colheita se intensificou nos últimos dias.

ETANOL
Os preços dos etanóis anidro e hidratado registraram forte alta na última semana frente à anterior, devido à demanda elevada. As valorizações são as maiores registradas nesta temporada 2017/18. O Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado fechou a R$ 1,3632/litro (sem ICMS e sem PIS/Cofins) entre 24 e 28 de julho, elevação de 4,7% frente à semana anterior.

TENDÊNCIAS DO AGRONEGÓCIO
O agronegócio brasileiro vai continuar nos próximos anos com a responsabilidade de sustentar os superávits comercais brasileiros, pautado na exportação de commodities para mais de 200 países. No entanto, o Governo precisará se preocupar cada vez mais com o mercado internacional, pois existe risco grande de redução de exportação dos produtos brasileiros no Ocidente. A saída estará na Ásia, que detém 61% do mercado mundial, com destaque para China, Índia, Indonésia, Japão e Coréia do Sul, que já se consolidam como grandes consumidores do futuro.

SAFRA MUNDIAL DE GRÃOS SERÁ MENOR
O IGC (Conselho Internacional de Grãos, na sigla em inglês) reduziu em 11 milhões de toneladas (MT) sua perspectiva para a safra global de grãos na temporada 2017/18. Estimada agora em 2,038 bilhões de toneladas, a revisão do IGC é reflexo das previsões climáticas adversas para a América do Norte, Austrália e União Europeia. A safra 2016/17 também foi reajustada para 2,126 bilhões toneladas, o que representa uma queda de 4% (85 milhões de toneladas).

SOJA SE VALORIZA
Embora os preços da soja em grão não tenham registrado reações significativas nos últimos dias, na parcial de julho, os valores da oleaginosa registraram altas mais acentuadas que as cotações dos derivados, farelo e óleo de soja, o que reduziu a margem de lucro das indústrias. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário está atrelado à retração de sojicultores brasileiros das vendas envolvendo grandes lotes, visto que o processamento da oleaginosa pode aumentar no Brasil – por conta de uma maior demanda por óleo.

Fonte: Grupo Publique