Coluna AgroNotícias, por Maurício Picazo Galhardo

ETANOL DE MILHO
A primeira fábrica de etanol de milho do país foi inaugurada na manhã do dia (11), em Lucas do Rio Verde (MT), com a presença do presidente Michel Temer e do ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). “Muitas outras empresas como essas, compatíveis com o que prevê o Acordo do Clima de Paris, virão”, disse o presidente, destacando “o sentido empresarial e de preservação ambiental” da inciativa, por tratar-se de combustível não poluente”. Temer e Maggi participaram ainda do início da colheita de algodão no município.

MELHOR OPÇÃO
A área e a produção de feijão total não tiveram muita elevação e ficam próximas dos números do levantamento de safra anterior. Serão 3,4 milhões de toneladas, numa área de 3,1 milhões de hectares, conforme estima o 10º Levantamento de Safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mas o produtor optou por plantar uma área maior na segunda safra por não concorrer com a soja e também porque a colheita é realizada em época com menor intensidade de chuvas.

PARAGUAI
A União de Grêmios da Produção (UGP) do Paraguai confirmou um recorde tanto em volume quanto em produtividade para a produção de soja do país, que alcançou 3.147kg por hectare e 10.664.613 toneladas no total. A colheita de soja da safra 2016/17 registrou as melhores estatísticas da história do país, com uma área de 3.388.709 hectares, com picos em volume e rendimento devido a um maior nível de informação, tecnologia, investimento e clima favorável, como apontou o engenheiro agrônomo Héctor Cristaldo.

FEIJÃO PRETO
O feijão preto, muito consumido nas regiões sul e sudeste, e principalmente no Rio de Janeiro. Com recuo das cotações do feijão carioca somados à oferta, já menor, mas ainda presente, de feijões fracos do paraná, os lotes de Feijão preto disponíveis durante toda semana foram vendidos ao redor de R$ 160 em Foz do Iguaçu, no Paraná e R$ 170 em São Paulo e em Minas Gerais.

MILHO EM S.PAULO
A dificuldade em receber milho da região Centro-Oeste, principalmente de Mato Grosso, devido ao bloqueio das estradas por caminhoneiros, favoreceu a comercialização do milho paulista e paranaense nos últimos dias. Segundo pesquisadores do Cepea, o aumento dos fretes associado à retração de produtores de SP, que seguem negociando poucos volumes em cooperativas e cerealistas, levaram compradores a ceder nas ofertas, impulsionando os valores do cereal.

SOJA
Os preços da soja estão em alta no mercado brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, as valorizações estão atreladas à maior demanda para entrega imediata e à valorização do dólar frente ao Real. Os aumentos, no entanto, têm sido limitados, refletindo o maior volume de chuvas nos Estados Unidos e as novas estimativas do USDA para a produção norte-americana, que estão mais altas que as de julho, frustrando as expectativas do mercado.

PREÇO DO OVO
No decorrer da semana passada (32ª semana do ano, 07 a 12 de agosto) a caixa de ovos brancos obteve um reajuste: abriu a semana com o preço médio de R$81,00 e encerrou a semana em R$83,00. Com isso, o preço médio semanal alcançou melhora de 1,6% na semana. Já em relação à mesma semana do ano passado, é negativo em 6,4%. No curto período das últimas 10 semanas o índice anual é 2,2% inferior. Já no acumulado do ano, permanece positivo em 7%.

GRAU DE INVESTIMENTOS
Prestes a anunciar o aumento do deficit fiscal de 2017 e 2018, o presidente Michel Temer disse na sexta-feira (11) que o Brasil vai recuperar, “logo, logo”, seu grau de investimento. “Quando vejo que o risco-Brasil, que estava em mais de 470 pontos negativos quando assumi o governo, hoje está em 195 pontos. Portanto, caiu significativamente e, logo, logo, nós vamos reassumir o grau de investimento que nós perdemos no passado”, disse o presidente.

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