Fazenda leiteira em MG inova em genética, manejo e nutrição

Por Benedito Rennó, Assistente Técnico Comercial da Tortuga | DSM

Referência em genética de ponta de gado holandês PO, pecuária de corte com cria, recria e terminação de gado holandês PO, além da produção de café, de soja e de milho, a Fazenda São Sebastião da Vargem, localizada em São Gonçalo do Sapucaí, no sul de Minas Gerais, iniciou as atividades em 1879, pelas mãos de João Batista de Siqueira e de seu cunhado, Manoel de Souza Meirelles. E, neste ano, sob a direção de Ciro Villela de Siqueira, bisneto de João Batista, a propriedade conquistou o 55° no ranking TOP 100 de produção de leite do País, registrando 10.890 litros/dia.

Segundo projeções do primeiro trimestre de 2017, a expectativa é alcançar uma produção de 34,5 litros por vaca/dia, com 360 vacas ordenhadas, superando a marca de 12.000 litros/dia. “Estamos, neste final de verão, com 2 a 3 litros de leite/vaca/dia, superiores ao ano de 2016 na mesma época”, comemora Ciro Siqueira, ao lado do filho, Marcelo.

Os números mostram o processo de crescimento da Fazenda São Sebastião da Vargem, que iniciou a importação de touros da Holanda em 1950, o congelamento de sêmen bovino em 1966 e a produção de Leite Tipo B em 1974. Após uma série de inovações, incluindo a construção da Fábrica de Rações na propriedade, em busca de maior produtividade, conforto e longevidade para os seus animais, a propriedade optou pela mudança no sistema de produção, a partir de 2005, com a instalação do sistema free stall, para 170 animais em lactação. Hoje, a propriedade tem capacidade para 340 animais confinados, sendo 300 em lactação e 40 para a categoria de pré-parto.

“Em 2010, demos início a uma nova filosofia na pecuária leiteira, com o objetivo de aumentar a produção em grande escala, para a redução de custos fixos e melhores negociações com fornecedores e compradores, entre outras vantagens”, conta Marcelo Siqueira.

Outro marco na história da São Sebastião da Vargem foi a inauguração, em 2016, da nova sala de ordenha, um modelo 2X12 paralela, com sistema de climatização (aspersão + ventilação) na sala de espera e capacidade para ordenhar 600 vacas/dia – objetivo da fazenda para 2020.

Em sua caminhada de sucesso, a Fazenda São Sebastião da Vargem contou com a parceria da DSM que, há mais de 40 anos, fornece os suplementos nutricionais, com produtos escolhidos criteriosamente por Ciro e Marcelo, em razão do alto nível tecnológico que entrega os melhores resultados em produtividade e saúde animal, além da relação positiva de custo-benefício.

Para Marcelo, o ponto forte é a assistência técnica que recebe da equipe técnica da DSM, e, principalmente, do representante comercial, Júlio César, que tem uma rotina de visitas na propriedade e não mede esforço de estar presente qualquer dia da semana que é solicitado. “O Júlio César onde nos apoia muito no manejo, acompanhamento nutricional do rebanho e no treinamentos dos funcionários”, observa.

A propriedade foi uma das primeiras a utilizar o Bovigold Pré-Parto e, também, os produtos para animais em lactação em 2008. Atualmente, a fazenda trabalha com a terceira geração de produtos da nova linha para gado de leite, o Bovigold CRINA®, núcleo específico para vacas de alta produção.

No final de 2014 e início de 2015, com o desafio de melhorar os parâmetros reprodutivos no pós-parto e, também, diminuir a incidência de doenças metabólicas no período de transição, Ciro e seu filho Marcelo buscaram produtos nutricionais inovadores no mercado. Começaram, então, a utilizar o recém-lançado Bovigold Beta Pré-Parto, com a expectativa de promover uma melhoria nos índices reprodutivos. O produto, específico para a utilização nos 21 dias que antecedem o parto, traz as tecnologias exclusivas da DSM com os Minerais Tortuga, o Betacaroteno, as vitaminas em níveisOVN® – Optimum Vitamin Nutrition, com levedura, biotina e monensina em sua formulação.

Paralelamente à introdução do Bovigold Beta Pré-Parto, a Fazenda São Sebastião da Vargem também inovou no processo de gestão, principalmente no setor de reprodução e saúde animal, monitorando todos os dados possíveis. De início, o que chamou a atenção dos funcionários e dos gestores da propriedade foi a grande queda na incidência de retenção de placenta, que passou de 14,5% de média histórica da propriedade, para 9,3% ao final do primeiro ano e 5,1% no segundo ano, após o uso do produto com Betacaroteno.

Logo depois do parto, o índice de prenhez ao primeiro serviço passou de 32,3% para 41,1% e 40,8% nos dois primeiro anos de uso do produto, respectivamente. Como consequência da melhora na saúde uterina no pós-parto, devido a menor incidência de retenção de placenta, também foram observados avanços expressivos nos parâmetros reprodutivos, como a taxa de concepção, que saiu de 28,3% para 33% e 35,1%, e a taxa de prenhez, de 13,6% para 16,5% e 21,6%, nos dois anos seguintes.

“Com o uso do Bovigold Beta Pré-Parto, minhas vacas reduziram drasticamente a incidência de retenção de placenta. Também tivemos melhoras significativas nos parâmetros reprodutivos, como taxa de concepção e de prenhez, aumentando em 7 e 8 pontos percentuais respectivamente.

Em relação à prenhez ao primeiro serviço, o que chamou muito a minha atenção foi o aumento da concepção de 32,3% antes do uso, para 41,1% e 40,8% nos dois primeiro anos de utilização do produto. Com isso, voltamos a ter um crescimento expressivo do rebanho”, salienta Marcelo Siqueira.

Do Blog Tortuga DSM