Integração Lavoura Pecuária Floresta atinge 12 milhões de ha no Brasil

A área atual com algum tipo de adoção de sistema ILPF no Brasil atinge 12 milhões de hectares, destacou o engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Cerrados (Planaltina, DF), João Kluthcouski, em palestra na 83ª Expozebu, nesta quarta-feira (3).

João K, como é mais conhecido, destacou que os sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) estão entre as principais evoluções qualitativas na agropecuária brasileira nas últimas quatro décadas.

“Esses sistemas reúnem todas as tecnologias que desenvolvemos no país, tem se espalhado pela África e será muito importante para todo o cinturão tropical do planeta”, afirma.

O pesquisador salientou que esses sistemas permitem quatro a cinco safras (se a floresta for considerada) em 12 meses apenas com a água da chuva. Ele destacou o sinergismo entre a braquiária, que reestrutura o solo, e a lavoura, que se torna mais produtiva.

Ao falar dos benefícios proporcionados pelos sistemas ILP e ILPF, Paulo Sérgio Ramos, da Perene Agronegócios, comentou sobre algumas particularidades. A adoção dos sistemas de integração pode recuperar áreas degradadas a custo zero, com a lavoura pagando os custos da recuperação; manter pastagens produtivas, hoje um grande desafio da pecuária brasileira diante das grandes áreas com pastos degradados; aumentar a produtividade e produção por unidade de área; reduzir riscos; mitigar os efeitos dos veranicos devido à cobertura do solo; reduzir impactos ao meio ambiente; e gerar empregos.

Ramos citou diversas opções em sistemas de integração, como o Sistema Barreirão, o Sistema Santa Brígida e o Sistema Santa Fé, consórcios que permitem a recuperação do solo, introdução de leguminosas no sistema, produção de palha para plantio direto e forragem para os animais no período de seca.

Por Renato Ponzio Scardoelli | Grupo Publique

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