Mastite: causas e consequências

Uma das grandes dificuldades no controle de incidência no rebanho é sua manifestação subclínica, responsável por 70% dos casos dentro de uma fazenda. Ou seja, para cada 3 animais com mastite clínica, há outros 7 com a doença, disseminando-a de forma silenciosa.
Nesse sentido, a mastite possui duas classificações a partir de sua manifestação:

1 – Subclínica – Difícil de ser detectada, pois não se manifesta de forma visível. A glândula mamária não inflama e o leite produzido continua com os mesmos aspectos do normal (com algumas alterações em sua composição), entretanto, há queda na produção;
2 – Clínica – Afeta perceptivelmente a aparência do úbere e a composição do leite. A mama apresenta vermelhidão, inchaço e aumento de temperatura, podendo ter sua função comprometida. O produto extraído na ordenha vem acompanhado de pus e pequenos grânulos;

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Microrganismos causadores de mastite
Diversos são os microrganismos causadores da mastite, porém os agentes mais comuns podem ser divididos em dois grandes grupos: causadores demastite ambiental e causadores de mastite contagiosa.

Mastite contagiosa: causada por microrganismos comuns no corpo do animal, sendo transmitido às vacas saudáveis principalmente durante aordenha, através da contaminação dos utensílios utilizados ou das mãos dos ordenhadores. Os sinais clínicos costumam ser mais brandos do que na mastite ambiental, determinando muitas vezes infecções subclínicas, que podem tornar-se crônicas e ter grande influência sobre a alta CCS (Contagem de Células Somáticas) do tanque. Dentre os principais patógenos causadores de mastite contagiosa estão: Streptococcus agalatiae, Staphylococcus aureus e Corynebacterium bovis.

Mastite ambiental: os microrganismos causadores deste tipo de mastite encontram-se no próprio ambiente em que os animais vivem, sendo portanto, invasores oportunistas da glândula mamária. Visto que seus agentes causadores encontram-se no ambiente, é mais comum a contaminação dos animais no período entre ordenhas. Tem evolução mais agressiva do que a mastite ambiental, prevalecendo a forma clínica e aguda da doença sobre a subclínica. Os principais agentes responsáveis pela doença são: Streptococcus dysgalactiae, Streptococcus uberis e bactérias gram-negativas como Escherichia coli, Klebsiella sp. e Enterobacter sp.

Tabela

Diagnóstico e controle
Os casos clínicos da doença podem ser diagnosticados através de exames físicos no animal, detectando-se alterações na aparência geral do úbere e também no aspecto do leite.
Para o diagnóstico dos casos subclínicos, necessitamos fazer uso de testes auxiliares, sendo os mais utilizados a Contagem de Células Somáticas (CCS) e California Mastitis Test (CMT). O primeiro é feito através do envio de amostras de leite do tanque ou individualizadas para laboratórios especializados. As células somáticas (células de defesa e oriundas da descamação do epitélio) estarão acima de 200.000 cel/mL nos animais acometidos. Já o segundo teste é realizado na própria fazenda, a partir da coleta de leite de cada quarto mamário no momento da ordenha. Através da adição de um reagente especial capaz de romper as membranas das células somáticas, torna-se o líquido viscoso de acordo com a quantidade destas células presentes na amostra.

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Através do diagnóstico precoce dos animais doentes devemos instituir, com a ajuda do médico veterinário responsável, o melhor tratamento para os bovinos de acordo com os microrganismos prevalentes em cada fazenda. Associados a esse tratamento, as boas-práticas de ordenha (já discutidas anteriormente – Boas práticas no manejo de ordenha) devem estar sempre presentes: o tratamento de vacas secas, bom manejo e higienização do ambiente, assim como uma dieta balanceada, visando aumentar a resistência imunológica dos animais.

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Fotos: Milkpoint

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