Scot Consultoria: formação de pasto não é levada a sério

As chuvas não vieram como esperado em outubro em algumas regiões do centro-norte do país. Essa situação climática impede as operações de campo na época do ano em que os fazendeiros reformam as pastagens. E sabe-se que o que mais se tem é pasto para ser reformado.

Diante disso, a Scot Consultoria realizou uma pesquisa com 200 pecuaristas, escolhidos aleatoriamente em sua base de dados, para perguntar, entre outras coisas, como eles “lidam” com as pastagens. Dois quesitos se destacaram. Primeiro: somente um terço dos entrevistados adubam as pastagens e o mais usual é a adoção de corretivos. O calcário é o item mais barato dentro dos insumos utilizados na formação de pasto. A quantidade de corretivos empregada não foi questionada, ou seja, pode ser que haja subdosagem, barateando ainda mais o seu uso (veja a figura 1).

O que chamou a atenção do analista, porém, foi a ocorrência de custos menores que R$500/ha. As observações dos técnicos de campo associados da Scot Consultoria indicam que um pasto formado neste custo geralmente possui vida útil menor que cinco anos e suportam lotação abaixo de 1 UA/ha.

“Este resultado, certamente, é uma das causas dos problemas de caixa das fazendas”, informa Silva na carta. “Os prejuízos sempre estão associados à baixa produtividade. Além disso, um pasto que custa R$500/ha e dure cinco anos, tem uma depreciação anual de R$100,00 e requer novo investimento no sexto ano. Uma formação de R$1,5 mil, que leve o pasto para vinte anos, leva a depreciação para R$75/ano”.

FONTE:SCOT/DBO