Nova diretoria da ASBIA foi eleita nessa quarta-feira (26/out)

Com expectativa de fechar o ano com crescimento nas vendas de sêmen bovino no país, a nova diretoria da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA) foi eleita na última quarta-feira (26), em Uberaba/MG. O presidente eleito, Sergio Saud, que estará à frente da ASBIA até 2019, acredita que o número de fêmeas em idade reprodutiva inseminadas no país tem condições de saltar dos atuais 12% para 15% ou 16% no prazo de cinco anos. “É um mercado fantástico que tem muito espaço para crescer. Nos últimos anos, tivemos um impulso muito grande no uso da tecnologia com o surgimento dos produtos farmacêuticos para Inseminação Artificial em Tempo Fixo – IATF. O nosso desafio é ampliar o uso da Inseminação Artificial tanto na pecuária de corte quanto na leiteira. No caso dos rebanhos leiteiros, precisamos intensificar ainda mais a técnica, pois atualmente temos ilhas de tecnologia no país. Algumas regiões concentram produtores altamente tecnificados, que já utilizam a inseminação e produzem leite de excelente qualidade. Mas sabemos que isso não é um padrão em todo o Brasil.”, explica o presidente eleito da ASBIA, que é médico veterinário formado pela Universidade Rural do Rio de Janeiro e diretor executivo da CRI Genética.

Segundo Saud, a entidade vem trabalhando junto aos órgãos governamentais e outras entidades do setor no desenvolvimento de programas de fomento do uso da genética melhoradora na pecuária leiteira. Na pecuária de corte, o uso da tecnologia é mais amplo, mas precisa evoluir para índices maiores. “Quando se insemina o rebanho, o ganho é altíssimo e facilmente mensurável, pois, é uma técnica que anda em conjunto com outras tecnologias, tais como gerenciamento de rebanho, melhoria da nutrição e do controle sanitário do rebanho.”, assegura Saud.

Para o diretor Operacional da ASBIA Márcio Nery, além de trabalhar para ampliação do mercado de IA, a nova diretoria dará continuidade aos processos já existentes na entidade, tais como o laboratório de análise de sêmen ASBIA/BIO, localizado em Uberaba, e que entrará em total funcionamento no próximo ano.

Segundo o novo diretor Técnico Luís Adriano Teixeira, outro projeto que terá continuidade é o INDEX Embriões, que está sendo desenvolvido em conjunto com a Sociedade Brasileira de Transferência de Embriões e é um indexador sobre reprodução artificial no Brasil.

Outra proposta é criar cursos de inseminação homologados e padronizados pela ASBIA. “O maior desafio para o crescimento da IA é a infraestrutura. Precisamos de profissionais capacitados para atender esse mercado. Também vamos ampliar a divulgação da técnica mostrando aos pecuaristas quais as vantagens e ganhos que ele tem quando insemina o rebanho.”, diz o novo diretor de Marketing Bruno Grubisich.

Balanço da gestão

Carlos Vivacqua Carneiro da Luz, que presidiu a ASBIA nos últimos dois anos, apresentou durante a abertura da eleição um balaço da gestão. A ASBIA representa 95% do mercado brasileiro de inseminação artificial e conta atualmente com 32 associados, dentre empresas de inseminação artificial, de produção de embriões, de nutrição animal, associações de raça, além de laboratórios envolvidos na área de reprodução bovina. Esse número de associados subiu 88,2% na gestão de Vivacqua.

A entidade teve o estatuto alterado para atender as necessidades atuais do mercado e permitir a entrada de empresas e associações. “A ASBIA é o palco da fusão dos interesses do melhoramento animal das diversas raças, uma vez que ela representa o mercado, sem interesses individuais por raça. A entrada das empresas do segmento de embriões e segmentos correlatos, além das associações, nos permite o desenvolvimento de um mapa nacional com as tecnologias de reprodução artificial e melhoramento animal”, explica Carlos Vivacqua.

Outra ação importante foi realizada junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para o combate do comércio ilegal de sêmen. Desde 2015, vários protocolos sanitários entre o Brasil e outros países estão sendo firmados, permitindo as exportações de material genético.

A entidade também investiu na comunicação com o mercado, profissionalizou as áreas jurídica e de assessoria de imprensa com a contratação de profissionais especializados, e promoveu a valorização institucional com a inauguração da sala dos diretores – 40 anos de ASBIA e a criação do Tributo ASBIA, que homenageia profissionais do setor.

Na parte do INDEX ASBIA, mudanças foram feitas para garantir informações mais segmentadas sobre o mercado. Para isso foram criadas duas segmentações CEIP e Nelore e Girolando ¾ e Girolando 5/8 no INDEX ASBIA. Além disto, segmentamos o INDEX em Sêmen efetivamente Comercializado, Exportação, Importação, Produção e Prestação de Serviços. Esta segmentação permite uma análise mais adequada a todos os segmentos do setor. É um importantíssimo relatório para as decisões estratégicas das empresas do setor e também empresas de pesquisa e fomentos estadual ou federal.

Sobre a ASBIA

A ASBIA é uma entidade sem fins lucrativos, fundada, em novembro de 1974, para congregar as empresas que se dedicam ao fomento da pecuária no setor de produção e distribuição de sêmen, materiais e equipamentos de uso na Inseminação Artificial e de outros produtos ligados à reprodução animal.

A entidade tem como objetivos principais difundir e fomentar o uso da IA, através da promoção e divulgação da técnica, e implementar campanhas promocionais para a melhoria da tecnologia da Inseminação Artificial.

 

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